A Eutanásia é um assunto
delicado de ser discutido, que envolve diretamente a família, a sociedade
médica e a justiça em torno da sobrevida. A palavra, que significa “morte boa”
traz à tona questionamentos éticos em relação ao controle da vida de pacientes
em estados considerados irreversíveis, como o estado vegetativo.
Abaixo, propomos um
questionário sobre a questão, mas antes, precisamos esclarecer alguns pontos:
- Segundo Faustino Vaz: “a eutanásia consiste em produzir ou acelerar
intencionalmente a morte de alguém para seu benefício. Parece haver uma
diferença entre produzir e acelerar. Produzir, neste caso, implica matar;
acelerar implica deixar morrer”
-Atualmente, a eutanásia é legalizada na
Holanda e Bélgica, desde que expresso pelo paciente em questão.
-Morte cerebral e Estado
vegetativo não são a mesma coisa: A morte
cerebral é quando o cérebro e o tronco cerebral perdem irreversivelmente as
suas funções, e essa avaliação é usada pelos médicos para determinar se um
paciente está morto ou não. O coração da pessoa com morte cerebral não para de
bater imediatamente, mas ela não é mais capaz de respirar nem digerir comida
sem a ajuda de aparelhos e não possui chances de se recuperar. Já o estado
vegetativo configura uma desordem de consciência no qual pacientes com danos
cerebrais permanecem em estado parcial de vigília, sem capacidade de executar
um comportamento consciente. Em geral, as
possibilidades de retorno a uma vida normal são muito baixas.
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